Literatura e Artes para o ENEM
Literatura é a prova que mais assusta quem lê pouco, porque parece que é preciso ter lido tudo antes de sentar na cadeira. O ENEM não cobra livro decorado, ele cobra características de movimento literário aplicadas a um trecho que você nunca viu antes, e é isso que dá pra aprender do zero. Este curso não pressupõe que você já leu Machado de Assis; ele te dá o que reconhecer num texto na hora da prova. A primeira parte é Quinhentismo, Barroco e Arcadismo: como a literatura no Brasil começa com cartas de catequese, por que o Barroco mistura religião e exagero na linguagem, e como o Arcadismo troca esse exagero por uma vida simples no campo, o bucolismo, já anunciando o Brasil que vem depois. A segunda é Romantismo e Realismo no Brasil: o nacionalismo e o sentimentalismo exagerado do Romantismo, com o indianismo de José de Alencar, e a virada do Realismo, que troca o herói idealizado pela análise fria da sociedade em Machado de Assis. A terceira é Modernismo em suas três fases: a ruptura da Semana de Arte Moderna de 1922, que quebra as regras da língua culta; a segunda fase, de 1930, com romance social e regionalista; e a terceira, de 1945, com a poesia elaborada de Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto. A quarta é Literatura Contemporânea: como a literatura brasileira depois da ditadura passa a dar voz a quem antes não aparecia nos livros, autoria negra, indígena, periférica —, e por que o ENEM adora cobrar textos recentes que testam leitura, não repertório. A última é Artes Visuais, Cinema e Cultura: como pintura, cinema brasileiro e manifestações culturais como o antropofagismo dialogam com a literatura da mesma época, porque a prova gosta de cruzar linguagens no mesmo texto. Tudo com o porquê de cada característica, não uma lista de nomes de autor pra decorar.
